terça-feira, 17 de maio de 2016

E o que não é coaching?







Continuando nosso papo sobre Coaching, é importante esclarecer quais práticas  NÃO são Coaching e quais as principais diferenças entre Coaching e a psicoterapia, Mentoring, consultoria ou aconselhamento.

 O foco principal do Coaching está no presente e principalmente no futuro. O objetivo, não é investigar as razões inconscientes ou não que motivam comportamentos ou a manutenção deles, como ocorre em um processo psicoterápico. O passado do cliente é visto apenas como forma de discutir consequências e aprendizados trazidos por suas experiências.

Entretanto cabe salientar a importância da psicoterapia como processo de autoconhecimento extremamente profundo e de aplicações especificas, especialmente para pessoas que apresentam demandas para este tipo de atendimento. A psicoterapia é realizada exclusivamente por psicólogos credenciados pelo Conselho Federal de Psicologia.

A mentoria ( mentoring) tem como característica a presença de um profissional geralmente gabaritado e de grande experiência em um determinado assunto, auxiliando o desenvolvimento de um menos experiente e tem com ele uma relação assimétrica e  de tutoria.

A consultoria por sua vez, também tem formato similar: o consultor apresenta através de palestras , cursos, reuniões e etc soluções e dicas que o consulente deve aplicar em seu negócio, por exemplo. Geralmente  a consultoria é ministrada por profissionais especializados em um determinado assunto, que  avaliam e decidem para o cliente quais caminhos seguir.

O coaching ao contrário,  pode ser compreendido como uma parceria entre coach e coachee, onde através do conhecimento das ferramentas adequadas e de metodologia comprovada, o coach é capaz de auxiliar o cliente a atingir os objetivos que ele mesmo determinou para si, de modo efetivo e duradouro.

É claro que o coach deve ser um profissional  especializado em sua  área de formação, bem como dominar os pilares do coaching, ser filiado a uma Instituição seria e buscar aprimoramento contínuo. Porém sua relação com o cliente é muito mais simétrica, já que ele constrói JUNTO com ele objetivos,  possibilidades e caminhos.
As transformações atingidas são mensuráveis , pois são identificadas sessão a sessão. Além disso, o coachee consegue aprender a se autoregular e a entrar em ação, continuadamente, mesmo após o final do processo de coaching.

O coaching trabalha com as competências do próprio indivíduo, suas características, valores e forças e faz com que o cliente se aproprie cada vez mais de si, de sua individualidade e seus pontos de melhoria, ampliando suas possibilidades de atuação , trazendo novas possibilidades.


O resultado é uma vida mais plena e feliz, com mais qualidade de vida, já q eu a conscientização de atitudes e objetivos, permite que os ajustes necessários para atingir novas metas, seja feito baseado em desejos pessoais e sonhos.

Espero que tenha sido útil e esclarecedor ! Aguardo comentários.
Um abraço
Leticia Rodrigues
www.fiorireconsultoria.com.br

 





sábado, 14 de maio de 2016

O que afinal é coaching?

O termo  coaching tem se difundido nos últimos tempos no Brasil e mundo. Segundo a definição da SBC- Sociedade Brasileira de Coaching:

" é um processo que visa elevar a performance de um indivíduo (grupo ou empresa), aumentando os resultados positivos por meio de metodologias, ferramentas e técnicas cientificamente validadas, aplicadas por um profissional habilitado (o coach), em parceria com o cliente (o coachee).”(Villela Da Matta & Flora Victoria)( site : www.sbccoaching.com.br, em 11/06/16)

O processo de coaching, tem uma duração determinada , previamente acordada entre coach e cliente, e analisa diversos aspectos pessoais e profissionais da vida do coachee, buscando detectar potencialidades que o indivíduo já possui, e muitas vezes desconhece, e identificar aspectos que precisam ser desenvolvidos.

O objetivo principal, é que através de suas próprias forças, o cliente possa desfrutar de uma vida mais plena e saudável, utilizando sua capacidade total para alcançar objetivos pessoais, profissionais, financeiros e etc.

Durante o processo, são aplicadas ferramentas diversas, customizadas para a necessidade de cada pessoa, chamadas de assesments, que identificam como o indivíduo aprende, qual seu estilo de liderança e seu perfil psicológico e comportamental.

Em seguida, traça-se uma rota, com ações e prazos bem definidos para que os objetivos sejam alcançados, colocando o cliente em ação e movimento.

Todas as ferramentas utilizadas tem validação cientifica e algumas , podem ser utilizadas somente por psicólogos credenciados ao Conselho Federal de Psicologia.

A profissão de coach, não é regulamentada por nenhuma instituição específica. Desta forma, recomenda-se que o cliente se informe se o seu coach é vinculado a alguma instituição séria e se possui formação adequada.

Os resultados são realmente mensuráveis durante e ao final do processo. Um bom profissional de coaching, deve permitir que seu coachee avalie seu aprendizado sessão a sessão e faça os ajustes necessários  ainda durante o processo. No final, o cliente deve conseguir aplicar o que aprendeu durante sua vida mesmo após termino das sessões.

O coaching é capaz de mudanças  importantes  e transformações valiosas.

Saiba mais em www.fiorireconsultoria.com.br
imagem: pixabay

Um abraço
Leticia Rodrigues

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Voce sente que nunca tem tempo para nada?

Atuando como coach , observo que uma das reclamações principais dos clientes é relacionada à falta de tempo.

Há muitas atividades a serem feitas por dia e pouco tempo para realiza-las. Além disso,  é comum que as obrigações relacionadas ao trabalho ocupem a maior parte do dia e não há momento disponível para realizar algo que seja prazeroso ou recompensador, certo? Totalmente errado. 

É importante salientar que nosso tempo, assim  como nosso dinheiro, ambos muito preciosos, devem ser gastos com a realização de nossos objetivos. Isso inclui tanto os objetivos profissionais, quanto os pessoais , financeiros e etc.

Para isto é necessário gerenciar adequadamente o tempo, através de um planejamento adequado que nos possibilite alcançar nossos objetivos.

Logo, faça uma lista de suas atividades diárias. Quais delas são necessárias para que você atinja  um certo objetivo? Logo, realizar estas  atividades devem ser prioridade na sua lista.

Agora verifique, o que você pode delegar. Ou seja, aquilo que seria interessante que você fizesse, mas que caso não seja possível , outra pessoa pode fazer por você sem grandes prejuízos para realizar seus objetivos.

Depois atente-se para  quais atividades você desempenha e que tem pouco retorno para seus objetivos e muitas vezes consomem parte importante do seu tempo. Estas atividades devem ser extintas ou limitadas . São elas: navegar por redes sociais, ter conversas improdutivas, fazer pausas muito longas que apenas procrastinam o que devemos fazer de fato.

O mesmo planejamento deve acontecer com os objetivos pessoais, por exemplo. Deve-se estipular um tempo em nossa rotina, para realizar atividades importantes que nos levam a uma vida mais plena e equilibrada.

Sem este equilíbrio,  nos sentimos facilmente estressados e desmotivados, pois não encontramos um sentido maior naquilo que fazemos, já que não temos tempo para passar com as pessoas que amamos ou em atividades que nos recompensem.

Desta forma: escreva agora seus objetivos. Liste tudo o que deseja em sua vida.  Comprometa-se de fato com a realização deles e priorize os em sua vida. Os resultados certamente vão valer a pena!

 Leticia Rodrigues -Coaching 
www.fiorireconsultoria.com.br





terça-feira, 24 de novembro de 2015

É melhor estar alegre que triste? : DIVERTIDAMENTE

A empresa de animação Pixar, pertencente ao grupo Disney, é famosa por seus filmes infantis que sempre ensinam algo para as crianças e também para os adultos.Recentemente, li um artigo interessante sobre o tema, exemplificando diversos momentos em que os desenhos tocavam em temas profundos e difíceis, como separação e  morte por exemplo.

Agora, a animação DIVERTIDAMENTE ( Inside Out/2015), retrata algumas das emoções conhecidas em nossa vida: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo. Todas as emoções vivem dentro da cabeça de uma garota de onze anos, chamada Riley.

A produção, que contou com a ajuda de cientistas, em uma tentativa de aproximar a ficção da realidade e desta forma,  validar o processo criativo dos produtores da animação, tornou-se um sucesso mundial, por novamente tratar de um tema tabu: a importância da Tristeza, no equilíbrio emocional .

No início do filme, vemos a personagem Alegria como a emoção principal,sugerindo que a garota Riley é uma menina feliz, que vive em um ambiente familiar acolhedor, com pais e amigos amorosos.

As demais emoções, ainda que não tão desejadas pela solar Alegria, têm um papel importante na "defesa"da personagem principal- protegem a garota de situações de riscos, de injustiça ou constrangimento.

A Tristeza entretanto, parece de fato incomodar  a todos. Seu pessimismo constante, seu abatimento diante da vida, são encarnados em uma rechonchuda garota azul, de óculos, que se locomove devagar e reclama o tempo todo.

A personagem é exatamente o oposto da lânguida Alegria: lépida, feliz , otimista e ...magra.
O contraste entre as duas é visível. Ambas  encarnam todos os estereótipos que a sociedade atual impõe: ser bem sucedido, feliz o tempo todo e principalmente em forma, a partir de uma ditadura de um corpo ideal.

Com o desenrolar das aventuras, a vida da menina Riley sofre algumas mudanças, que deixam  suas emoções confusas e sem "gerenciamento" adequado, da mesma forma que ocorre com nós humanos em uma situação de crise. 

O filme sugere através de uma metáfora, o esforço da Alegria de transformar todas as situações vividas por Riley, em experiências prazerosas, o que é claro, não costuma dar certo. A tentativa principal da intrépida Alegria, é  evitar a todo custo que a Tristeza se manifeste e manche as memórias da menina com recordações tristes.

E esta não é  justamente a tentativa diária que todos nós fazemos? Vivemos em um mundo que supervaloriza a felicidade como um ideal de busca constante, e faz como que evitemos a tristeza a todo custo. 

Mas será possível ser feliz o tempo todo? A resposta é não. Claro que nosso objetivo de vida deve ser a tentativa de ser feliz, porém neste caminhar que chamamos de vida, a tristeza, assim como todas as emoções são fundamentais para nosso equilíbrio e até mesmo para a  tão sonhada felicidade.

A grande sacada de DIVERTIDAMENTE é a descoberta de que a Tristeza nos faz repensar caminhos. Quando tudo está bem, quando acertamos, dificilmente mudamos de rota. Por que? Simples, porque não é necessário.( Afinal, em time que está ganhando não se mexe).

A Tristeza, indica que falhamos, que erramos, ou que não conseguimos exatamente o que queríamos e qual é o problema nisso? Nenhum. Ao contrário, quando nem tudo vai bem, podemos abrir a possibilidade de pedir ajuda ao outro. De escutar um conselho, de receber apoio e carinho e de recalcular a rota e recomeçar.

A Tristeza nos dá a possibilidade de evoluir, de mudar, de aprender algo novo e de buscar novamente a Alegria. Nos mostra que podemos apoiar e também ser apoiados, que podemos errar e ainda assim sermos amados! Quer motivo melhor para isso do que valorizar não só a  Tristeza, mas todas as nossas emoções e sentimentos que sabemos que são muitos.

Assim aprendemos que nada em nossa vida é completamente bom ou totalmente mau, e que esta dicotomia na verdade é uma invenção.  O melhor é ter todas a emoções disponíveis como uma paleta colorida à disposição para criar nosso  caminho, cheio de memórias e vivencias de todas as cores que a gente de fato quiser.



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O que S. Santos, Luciana Gimenez e outros famosos têm em comum?

Figuras públicas são sempre um bom exemplo para estudo de casos. Sua notoriedade deixa a mostra características físicas e pessoais que comumente tornam os famosos notórios muito mais que suas profissões.

Silvio Santos é um exemplo disso. Como animador e apresentador, destaca-se por sua gargalhada inconfundível, sua disponibilidade em se aproximar de suas "colegas de trabalho", como ele carinhosamente apelida sua plateia, além da sua imensa capacidade de rir de si mesmo.

Tais características, aliadas a um feeling comercial e as habilidades empresariais de alta performance, são responsáveis pelo fenômeno de público e critica que o homem do baú sustenta por décadas. Foi inclusive, Silvio Santos, que recomendou para a também apresentadora Juliana Gimenez que se apropriasse de sua dificuldade com o idioma e fizesse disso uma marca pessoal, para se diferenciar da concorrência. A apresentadora seguiu direitinho a lição do mestre: Passou a exibir em seu programa suas "gafes" no melhor estilo "Falha Nossa" do programa Vídeo Show da concorrente.

Existem outros exemplos também no mundo da moda e da beleza, onde o belo e porque não dizer o  perfeito são
muito mais valorizados e exigidos como condição de trabalho. Entretanto, a maior modelo da atualidade Gisele Bundchen, possui um nariz grande que a tornou famosa mundialmente, além é claro de sua competência e beleza inegáveis. A atriz Betty Lago em sua participação em um programa de beleza, disse que seus traços exóticos e seu nariz exuberante, a tornaram reconhecida como uma representante de um tipo de beleza que os franceses chamaram de trop exotique.

Nos exemplos citados vemos que estas pessoas se destacaram não apenas por serem muito boas naquilo que fazem, mas porque criaram para si uma assinatura a partir de uma característica que poderia ser vista de forma negativa ou limitante.

Todos temos pontos de melhoria, ao mesmo tempo temos competências brilhantes que nos auxiliam na execução de nossas atividades. Os pontos de melhoria devem ser encarados com seriedade através da busca constante por aprimoramento e  superação. Porém , o pulo do gato está em transformar nossas deficiências em uma marca pessoal, que o tornará único dentro de um segmento de negocio e como ser humano.

Para tanto é preciso conhecer-se. Este é o primeiro passo para compreender o que fazemos bem e o que precisa ser aprimorado. Depois é preciso delinear os objetivos: aonde pretendo trabalhar, em qual segmento, o que este publico consumidor valoriza, que tipo de profissional eu quero ser ou ainda que tipo de ser humano eu me tornarei. 

A partir destas duas variáveis é possível verificar o que de fato pode ser modificado, e em quanto tempo e quais os recursos que terei que disponibilizar para conseguir tal fato. Porém , é preciso entender que a perfeição não existe e assim, aquilo que eventualmente não se encaixa em uma padrão pré definido, pode sim ser aproveitado para ser encarado como algo impossível de ser copiado, justamente por não se encaixar em nenhuma regra.

Assim, busque a excelência naquilo que faz e não se esqueça de incluir sua digital em todas as suas ações. Trate com carinho também das suas imperfeições. Desta forma, todas as suas ações se tornaram exclusivas  e inconfundíveis.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte: A Psicologia Positiva



Concluí minha graduação em Psicologia no ano de 2003. Naquela época, durante os cinco anos de faculdade nunca tinha ouvido falar deste conceito: Psicologia Positiva. Entretanto, recentemente, durante alguns cursos que participei,  tomei ciência desta tema, que pretendo resumir agora.

Assim, como em qualquer teoria que precisa ser amplamente aprofundada para que seja corretamente aplicada, meu conhecimento sobre o tema é ainda muito raso e superficial.  Apesar deste fato, o  objetivo deste post é esclarecer especialmente para o público leigo o que se trata a psicologia positiva e quais são algumas de suas contribuições .

O percursor da Psicologia Positiva foi Martin Seligman, psicólogo americano, que baseou seus estudos na tentativa de compreender os aspectos positivos da vida de um indivíduo, em oposição aos aspectos patológicos ou adaptativos, amplamente enfatizados pela psicopatologia.

A idéia defendida por Seligman,  evidentemente, não é totalmente original. Ao contrário, diversos autores do passado, entre eles Carl Gustav Jung, por exemplo, haviam dedicado seu foco também nas potencialidades do ser humano. Porém, foi Seligman, em parceira com outros pesquisadores empíricos que  focaram sua atenção em fatores que contribuem para a felicidade humana e realizaram diversos estudos na área.

A grosso modo, a  proposta pode ser compreendida da seguinte forma:  uma vida feliz, não é feita exclusivamente através da ausência de fatores negativos. É claro, que o conceito de saúde, pode ser entendido como a ausência de doença ou de aspectos patológicos como ansiedade e depressão. Porém, para os autores a felicidade consiste na presença de aspectos que realmente tragam satisfação à vida do indivíduo.

Logo, nota-se que o objetivo de uma vida mais plena e satisfatória consiste em encontrar alegria no cotidiano.

Dentre os aspectos pesquisados, foram citados fatores que contribuem para uma vida mais saudável e feliz, como por exemplo, o contato amoroso com familiares e amigos, desenvolvimento espiritual através da compaixão com o semelhante, relações equilibradas e saudáveis, onde seja possível a cada um a possibilidade de  desenvolver suas  potencialidades e relações de trabalho harmoniosas e produtivas.

Além destes aspectos, o autor em suas obras  descreve o termo “flow”,  introduzido pelo  Dr. Mihalyi Csikzentmihalyi para designar atividades humanas altamente satisfatórias, onde o indivíduo encontra-se tão absorvido em sua execução, que não nota o “tempo passar”. O foco é tão grande na execução da tarefa, que mantém a mente concentrada no presente e gera um alto nível de satisfação.

Para exemplificar, podemos pensar em uma bailarina executando uma dança tão fluída, um baterista tocando em nível contagiante, ou uma dona de casa preparando uma refeição para sua família, com esmero.

Outros exemplos podem ser encontrados em uma atividade física prazerosa ou em um hobby como a pintura, a costura e etc.

Vale ressaltar que há outros pontos relevantes da teoria que precisam ser analisados em profundidade, e considerar que o blog apresentou o tema de modo superficial. Porém,  partindo deste referencial apresentado, é possível observarmos alguns aspectos em nossa vida onde verdadeiramente encontramos satisfação. 

Logo, vale a pena considerar a possibilidade de ir em busca daquilo que verdadeiramente nos satisfaz, ou ainda buscar desenvolver aquela atividade que adiamos a tempos, mas que a vontade de desempenhar é muito grande. Outra dica é cuidar das nossas relações diárias com atenção e esmero. O resultado certamente será compensador.

Fontes: 
Psiologia Positiva e resiliência: www.scielo.br/pdf/pe/v8nspe/v8nesa10, acesso em 29 de jul, 2015.







sábado, 25 de abril de 2015

Entrevista de Emprego: O que os recrutadores esperam de um candidato?





Atuando em recrutamento  e seleção, tenho me deparado com alguns desafios na hora de montar os grupos para recrutamento.

As dificuldades apresentam-se desde o momento da triagem, pois há uma serie de informações faltantes nos currículos dos candidatos, além de pretensões salariais extremamente diferentes das oferecidas pela vaga em questão.

Depois disso, é necessário contatar cada um dos candidatos para a entrevista presencial e aí a situação se complica-se um pouco mais, pois é grande o numero de interessados que confirmam a sua presença e não comparecem  nas entrevistas.

O objetivo do Recrutamento e Seleção é encontrar parcerias duradouras entre uma empresa e seus colaboradores. É primordial compreender as necessidades da empresa, seus objetivos empresariais e valores. Só assim é possível imaginar as expectativas que a empresa possui para o seu pessoal.

Da mesma forma, na entrevista com os candidatos, é importante buscar compreender quais os objetivos e sonhos daquele profissional, com quais áreas de trabalho ele mais se identifica e  onde deseja chegar.

Então, conhecendo melhor os dois lados interessados nesta parceria, busca-se o melhor alinhamento possível para cada caso ou para  para cada posição desejada pela empresa contratante.

 Aos candidatos, segue uma lista de pontos que considero importante avaliar no momento de decidir candidatar-se a uma determinada vaga disponível e que podem ajuda-lo a se preparar melhor para este momento que costuma ser de expectativa e muita tensão:

1) Atente para os detalhes da vaga

Sabe-se que muitas empresas optam por manter seu processo seletivo confidencial, logo seus nomes não aparecem na requisição. Porém, em muitos casos é possível saber a região onde a empresa se localiza, o que pode ajudar a decidir se é ou não viável se locomover diariamente para o local de trabalho.

Observe também o segmento em que a contratante atua, assim fica mais fácil avaliar como será a sua rotina de trabalho.

Obviamente deve-se observar a descrição da posição para qual a vaga é solicitada. Lembre-se que se candidatar para uma posição para qual você não tem nenhuma afinidade, torna-se um mau negocio em um curto espaço de tempo.

2) Considere a faixa salarial proposta e os benefícios da empresa

É muito comum encontrar candidatos que se interessam pela vaga apresentada, porém têm uma pretensão salarial, três ou quatro vezes mais alta que o ofertado pela proposta de emprego. Com exceção de uma posição que tenha uma remuneração variável sobre o resultado apresentado, não há sentido em candidatar-se para uma posição que oferece um resultado tão discrepante daquele que você almeja.

3) Leia atentamente as instruções para o dia da entrevista

Verifique a data, o horário e local para que seja possível se programar para o dia agendado.
Caso não seja possível comparecer por qualquer motivo, verifique a possibilidade de remarcar seu horário sempre antes do dia marcado, junto ao recrutador.
Observe também o que é necessário levar no dia da entrevista. Alguns recrutadores solicitam um currículo atualizado e impresso. Aproveite a oportunidade para verificar se os dados estão todos atualizados. Assim,  inclua informações relevantes que podem ser úteis na hora da entrevista e que permitam valorizar sua imagem perante o grupo.

4) Compareça com dez minutos de antecedência

Chegar antes requer um planejamento que deve considerar o horário da entrevista e o tempo de deslocamento entre o local que você se encontra e o destino da entrevista.

Lembre-se que você deve considerar também possíveis imprevistos no caminho, como trânsito ou  acidentes de percurso, como ônibus quebrado, metro parado e outros inconvenientes.

Nunca chegue atrasado. Além de passar uma imagem de falta de comprometimento, pode interferir em sua apresentação na entrevista, já que toda vez que chegamos atrasados, ficamos mais nervosos e apreensivos.

5) Vista-se adequadamente

 Há uma relação direta entre as atividades que desempenhamos e a correta maneira de se vestir. Há profissões que determinam o uso de uniformes, outros que exigem a cor branca, e há ainda profissionais cujo traje deve ser  social completo, incluído terno e gravata para os homens.

Entretanto mesmo para a entrevista, é aconselhável vestir  algo mais sóbrio e formal, evitando que os acessórios em excesso, destaquem- se mais que sua performance na entrevista

6) Apresente-se e fale de modo resumido sobre suas experiências e expectativas

É comum nos sentirmos um pouco tímidos e nervosos no momento em que estamos diante de um recrutador. Lembre-se que o fato de ter sido chamado para uma entrevista indica que alguma coisa em seu currículo chamou a atenção dos selecionadores como potencial para ocupar aquela vaga.
O objetivo do entrevistador é conhecer um pouco mais de todos os candidatos e buscar um alinhamento entre a empresa contratante e os selecionados para o processo. Sendo assim, procure falar de modo tranquilo e pausado sobre aquilo que realmente vivenciou em suas experiências de trabalho. O nervosismo, muitas vezes, faz com que falemos de modo atropelado, e dificulta a compreensão sobre os fatos.
Procure informar dados sobre sua rotina , e como avaliou a sua performance. Informe também sobre seus objetivos e o que espera da empresa em que virá a trabalhar.

7) Tire suas dúvidas sobre a empresa e o processo seletivo

Você também pode e/ou deve fazer perguntas ao entrevistador sobre a empresa contratante. Como o início de um bom acordo entre as partes, o profissional a ser contratado tem o direito de ser informado sobre o modo de remuneração, horário de trabalho, objetivos empresariais, e etc.

Questione ainda, sobre a data em que a contratação deverá ocorrer e quais serão as etapas seguintes do processo seletivo, caso você seja um dos aprovados. É bastante comum que em uma segunda e terceira etapa, o gestor direto da função realize a entrevista junto aos candidatos aprovados em etapas anteriores, ou que haja dinâmicas de grupo com o objetivo de observar os candidatos em interação direta com outras pessoas.

8) Peça feedback

Caso a empresa recrutadora não enviar uma resposta afirmativa ou negativa sobre a sua continuidade no processo, envie um e-mail e peça retorno sobre a posição para  a qual se candidatou.

Os motivos para a escolha de um determinado candidato são inúmeros e levam em consideração diversos fatores, porém todos os participantes devem receber um retorno cada vez que cada uma das etapas do processo seletivo finaliza.

Procure assumir uma postura profissional e ética em todas as etapas de um processo seletivo, desde o momento de sua candidatura.

Assim, reveja seu currículo, mantenha sempre atualizado e correto, verifique erros de grafia. Em um processo de seleção, todos os detalhes são considerados e contribuem para que seja formada uma imagem sobre você.

Desta forma, cuide para que  esta imagem fale positivamente sobre o seu desempenho como um profissional qualificado que você é.

Agindo de forma sincera e correta, você deixará a sua marca pessoal por onde passar e será lembrado como alguém responsável, confiável e maduro o suficiente para encarar novos desafios, mesmo que não conquistar a posição para qual se candidatou neste momento, certamente conquistará a posição que merece em pouco tempo.